/Por Ana Beatriz Miranda

Você já se perguntou a razão do padrão da garrafa de vinho ser de 750 ml e não de 1 L? Essa tradição remonta a períodos longínquos de comercialização do vinho e se concretizou como mais uma das especificidades da nossa bebida favorita. 

Por que 750 ml? Confira as hipóteses

Não faltam hipóteses para explicar a garrafa de 750 ml. Inclusive algumas bem mirabolantes. A mais curiosa é que 750 ml era a capacidade máxima pulmonar dos sopradores de vidro que confeccionavam as garrafas.

Outra possibilidade é que 750 ml era a quantidade de vinho consumida geralmente em uma refeição europeia, por duas pessoas. Há quem diga que esse é padrão por ser o tamanho ideal para conservar o líquido por mais tempo. 

Nunca haverá certeza. Talvez todas as suposições tenham uma pontinha da verdade. Entretanto, a teoria mais coerente aceita hoje tem relação com o comércio de vinho entre França e Inglaterra, que começou desde os tempos medievais. 

A medida usada universalmente no comércio era o galão inglês. A França usava o litro. Cada galão equivalia a 4,54609 litros. Os vinhos eram armazenados em barricas de 225 litros. Ou seja: cerca de 50 galões e 300 garrafas de 750 ml. 

Logo, um galão correspondia a seis garrafas. No século 19, com a intensificação do comércio de vinho, esse padrão foi estabelecido. Aliás, acredita-se que, além dos 750 ml, é por isso também que as caixas da bebida geralmente tem seis ou 12 garrafas.

Todo mundo passou a fazer como a pioneira França fazia, mas só na década de 1970 que as legislações sobre vinho adotaram de vez a medida de 750 ml como a padrão. Hoje há várias cores, tipos, e outros tamanhos de garrafa de vinho, 187 ml, 375 ml, Magnum (1,5 L) e Jeroboam (3 L), essas últimas usadas mais para espumantes, principalmente champanhes. Mas o tamanho standard, 750 ml, sempre será o padrão.