/Por Ana Beatriz Miranda

A maioria esmagadora dos vinhos produzidos no mundo é para consumo rápido. Mas há aqueles feitos para evoluir, os chamados vinhos de guarda. O que faz esses exemplares terem um bom potencial de envelhecimento?

Acidez e taninos

São vários os fatores que contribuem para a evolução saudável da bebida. A começar pelas variedades de uvas. As que têm naturalmente uma boa concentração de taninos e acidez são boas opções para a elaboração de rótulos que irão evoluir. Esses dois componentes, essenciais para o equilíbrio da nossa bebida favorita, são os considerados imprescindíveis para o potencial de evolução.  

Para criar um vinho de guarda, é preciso preparação e planejamento do enólogo. O processo começa com a análise do terroir, clima, altitude e técnicas de vinificação.

Sobre os tipos de vinhos passíveis de envelhecimento, há para todos os gostos: tintos, brancos, rosés, espumantes. Contudo, os mais longevos são os vinhos licorosos, também denominados de fortificados. Vinho do Porto, Jerez, vinho Madeira, por exemplo, podem ser guardados por décadas até atingir seu potencial. 

Os vinhos com potencial de envelhecimento passam por uma micro-oxigenação dentro das garrafas. Eles evoluem lentamente, havendo alteração de cor, estrutura, suavização de taninos, de acidez e surgimento de novos aromas e sabores. 

De forma geral, os exemplares evoluídos se tornam mais complexos, macios, vivos. Não são bebidas feitas para o consumo corriqueiro e, sim, em ocasiões especiais.

Vinhos com potencial de envelhecimento

As majestosas Bordeaux e Borgonha, na França, são conhecidas por seus vinhos feitos para envelhecer. Os italianos Barolos, Brunellos, Amarones também são escolhas certeiras. Alguns rótulos de Rioja, na Espanha, e outros do Novo Mundo são excelentes opções.

Basta entender com os produtores se a bebida tem ou não capacidade de envelhecer bem por anos a fio. Normalmente, essa informação vem escrita nas fichas técnicas de sites de vinhos ou nos sites das vinícolas.