/Por Marjorie Zoppei

A baunilha foi classificada como o cheiro mais agradável na enologia, segundo um estudo envolvendo 235 pessoas e conduzido por uma rede internacional de pesquisadores, incluindo os da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e do Instituto Karolinska, na Suécia.

O resultado foi publicado no periódico Current Biology, que teve como segundo colocado o aroma de pêssego. Notas de baunilha podem ser encontradas em vários estilos de vinho, como aqueles de chardonnay com passagem por barricas – especialmente aquelas de carvalho americano.

De forma mais ampla, a pesquisa forneceu evidências de que as pessoas compartilham preferências por alguns cheiros, independentemente da origem cultural. “Agora sabemos que existe uma percepção universal de odores que é impulsionada pela estrutura molecular, e isso explica o motivo de gostarmos ou não de certo cheiro”, disse Artin Arshamian, pesquisador do departamento de neurociência clínica do Instituto Karolinska.

“O próximo passo é estudar por que isso acontece, ligando esse conhecimento ao que ocorre no cérebro quando sentimos um odor específico”, disse ele.

Durante a análise, os participantes foram convidados a classificar os cheiros em uma escala de agradável a desagradável. O aroma menos favorecido foi o ácido isovalérico, que pode ser encontrado em alimentos como queijo, leite de soja e suco de maçã, mas também no suor dos pés (chulé).

A publicação do estudo ocorreu logo após pesquisas separadas encontrarem evidências de que a elite real em Jerusalém, há cerca de 2.500 anos, infusionava baunilha nos vinhos, especiaria que provavelmente era importada da Índia ou da África Oriental.