/Por Ana Beatriz Miranda

Existem muitos questionamentos que envolvem o mundo da nossa bebida favorita. Uma das controvérsias mais levantadas é se vinho dá dor de cabeça. Será que a relação é um mito ou uma verdade? 

Não há exatamente um consenso sobre a hipótese. Faltam estudos científicos que comprovem que o vinho dá dor de cabeça. Mas a bebida, sobretudo a elaborada a partir de uvas tintas, pode, sim, desencadear dores de cabeça.

O que se sabe até agora é que algumas substâncias que compõem o vinho são as responsáveis pela famigerada cefaleia. Os taninos e os flavonoides, polifenóis naturais da uva, e as antocianinas são as principais delas.

Logo, as variedades mais ricas desses compostos darão origem a exemplares mais propícios de darem dor de cabeça. Elas estimulam a dilatação de vasos cerebrais e acabam causando uma desordem bioquímica que levam à cefaleia.  

As uvas com mais flavonoides, taninos e antocianinas são a Cabernet Sauvignon, a Malbec, a Merlot e a Tannat. Além das condições naturais das castas, durante o processo de fermentação há a formação de aminas que também causam a dor. Elas fazem os vasos cerebrais pulsarem com mais potência.

Como evitar a dor de cabeça?

Se você já tem uma tendência a sentir dores de cabeça ou enxaqueca, o vinho pode estimular as crises. Mesmo quem não tem propensão pode ter episódios. Vale ter atenção ao tipo de vinho que ocasionou a dor e evitar os muito tânicos, se for o caso. Beber água constantemente enquanto degusta um exemplar também ajuda a minimizar os efeitos maléficos. 

Seu corpo é seu guia. Sempre que acontecer de ter dor de cabeça depois de apreciar o vinho, tente entender as possíveis razões para não deixar de desfrutar dos prazeres enológicos por causa disso. De repente foi excesso, você tem sensibilidade maior às substâncias que podem trazer cefaleia ou até mesmo só teve um dia ruim.