/Por Ana Beatriz Miranda

No mundo do vinho, há inúmeras nomenclaturas para variados tipos e estilos da bebida. O vinho vulcânico é um deles. Trata-se do exemplar elaborado a partir de uvas cultivadas em solos de origem vulcânica, que ficam a cerca de vulcões ativos, extintos ou adormecidos. 

Como enófilo, provavelmente você sabe que o tipo de solo influencia diretamente na qualidade e nas características das uvas. O solo vulcânico apresenta minerais únicos que vêm das cinzas e lava de vulcões em atividade, que ativos não permitem o desenvolvimento de plantas. 

Mas depois que deixam de ser expelidas, as cinzas tornam o solo mais rico e fértil pela deposição de nutrientes e minerais. O resultado é um solo macio e aerado. A lava, por sua vez, vai depositando minerais de forma gradual e contínua, como potássio, sódio, ferro e magnésio. Todos excelentes para o cultivo de videiras. Se os fatores climáticos da região também forem favoráveis, aí é o pacote completo para uvas ímpares.

Vinho vulcânico: principais características

O vinho vulcânico pode variar bastante de acordo com a região onde é elaborado. Depende muito da quantidade e dos minerais que são depositados pelo vulcão. E, claro, dos outros fatores que determinam o terroir, como chuvas, insolação, altitude e latitude. 

Pode-se dizer que o que há em comum entre os vinhos vulcânicos é o toque de mineralidade que eles possuem. Uns mais e outros menos, certamente. De forma geral, são exemplares diferentes, cheios de personalidade, aromas e sabores instigantes. Vale a pena experimentar! Muitos têm escrito no contrarrótulo que o solo é vulcânico.  

Quais as regiões que têm solo vulcânico?

A formação dos vulcões está relacionada com as placas tectônicas, nas regiões de limite entre elas. Os vulcões terrestres surgiram a partir do encontro entre as placas, enquanto os vulcões dos oceanos pelo afastamento. 

Na Sicilia, Itália, há produção de vinho vulcânico nas redondezas do Etna, vulcão ainda ativo. Em Campania, também no país da bota, são cultivadas videiras próximas do vulcão Vesúvio. Tokaji, na Hungria, teve atividade vulcânica intensa no passado e o solo apresenta resquícios disso.

Assim como a Ilha Norte, na Nova Zelândia e Lanzarote, Ilhas Canárias, Espanha, que teve grande parte do seu terreno coberta por lava do vulcão Teide, mas que hoje produz vinhos doces sensacionais com a uva Malvasia