Embora você encontre todas as uvas tradicionais em terras sul-americanas, existem algumas variedades que conquistaram uma identidade própria aqui no continente. São elas:

Malbec

É impensável imaginar que há 20 anos quase ninguém bebia malbec. O boom aconteceu na Argentina, onde todos estão consumindo a uva novamente – inclusive os franceses. Supercomercializado, o vinho dessa cepa é multifacetado.

Por isso, vale ficar de olho nestes três estilos: 1) viñas viejas, de videiras que podem chegar a 100 anos, especialmente no sul do Chile e em Mendoza, na Argentina; 2) frutado e corriqueiro, que tem excelente custo-benefício, com sabores de frutas negras e um pouco de estrutura de envelhecimento em carvalho; 3) top Uco, de onde vêm alguns dos melhores rótulos latinos (Vale do Uco, na Argentina).

Lá, após mais de uma década de estudos sobre solo e experimentos entre cimento e envelhecimento em carvalho, muitos produtores fazem vinhos de classe mundial, expressando notas de ervas e violetas.

Carménère

Outra francesa muito viajada, ela encontrou sua segunda casa no Chile, onde agora é mais cultivada. A adoção da variedade no território chileno não foi intencional: foi levada por engano.

O francês Jean-Michel Boursiquot, um ampelógrafo – botânico especialista em videiras –, foi quem descobriu que a uva que achavam ser uma merlot, que demorava para amadurecer, era a quase esquecida carménère, cujo nome remete à cor carmim dos vinhos que origina.

Difícil de pronunciar, mas fácil de beber, o vinho dessa cepa tem notas de frutas carnudas e um atraente tempero de ervas, e combina com pratos diversos, desde churrasco de costela até tortilhas de milho. Os estilos variam, indo dos mais opulentos, com envelhecimento em carvalho, às versões mais frescas, com notas de ervas selvagens e pimentão.

Torrontés

A única variedade nativa da América do Sul a realmente conquistar seus bebedores. A majestade argentina torrontés é um cruzamento entre a uva criolla e a muscat de Alejandra, que apareceu pela primeira vez no norte da Argentina.

Existem três variedades de torrontés: san juanino, mendocino e riojano, mas a de maior qualidade é a riojano, que agora está plantada em todo o país hermano. As melhores expressões de torrontés são encontradas em altitudes elevadas, como em Cafayate (perto de Salta), além das novas plantações no Vale do Uco.

É uma bomba de perfume no nariz, com notas florais, frutadas e tropicais – que podem enganar e sugerir que seja um vinho doce, mas a boca é, pelo contrário, seca e com final levemente amargo. Se quiser um toque mais adocicado, experimente uma das versões de colheita tardia. 

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