/Por Ana Beatriz Miranda

O espumante é um vinho de estilo único, com suas borbulhas de gás carbônico, o perlage. Para adquiri-lo, ele passa por uma segunda fermentação. O método de elaboração que vai dizer se esse processo fermentativo será dentro das próprias garrafas ou em tanques de aço inoxidável.

No caso do método Tradicional, chamado de Champenoise em Champagne, a segunda fermentação acontece dentro da garrafa de vinho base e há duas técnicas imprescindíveis: remuage e dégorgement

Método Champenoise ou Tradicional ou Clássico

O método tradicional, como o nome indica, é o que deu origem ao espumante. O século era o 17 e curiosamente os vinhos da abadia de Hautvillers, um pequeno vilarejo de Champagne, adquiriam gás enquanto descansavam nas garrafas, o que acabava as estourando.

Dom Pérignon, monge beneditino que era tesoureiro da abadia, resolveu o problema segurando os vedantes com arames. Quando provou o líquido depois da segunda fermentação, ele pode ter falado a célebre frase que traduz o champanhe: “estou bebendo estrelas”.

Embora a bebida tenha ocorrido de forma natural, foi Dom Pérignon que aprimou os primeiros processos, como a mistura de uvas, o assemblage, além de segurar os vedantes para que a segunda fermantação acontecesse com segurança. Porém, havia o problema das borras, as leveduras mortas que se concentravam no fundo das garrafas e deixavam o espumante turvo. 

As técnicas de Madame Clicquot

O champanhe se tornou a bebida símbolo de celebração e requinte mesmo com a aparência turva por causa das borras. Mas só ganhou o status que tem hoje depois que duas técnicas de aprimoramento foram criadas: remuage e dégorgement.

A idealizadora foi Madame Clicquot, que assumiu a vinícola da família do marido quando ele morreu. O objetivo era eliminar os sedimentos e deixar o líquido límpido e brilhante.

Remuage

A técnica de remuage, riddling em inglês, consiste em manter as garrafas com o vinho base, vedadas com tampa de metal, de cabeça para baixo e girá-las periodicamente um quarto de cada vez. As garrafas ficam em cavaletes, inclinadas em certo ângulo. O giro faz com que os resíduos da segunda fermentação se depositem na tampa. 

É um processo bastante artesanal, manual e pode levar até dois meses para ser concluído. Nos anos 70, foi criada uma máquina para girar as garrafas, a giropaleta, que agiliza e barateia a técnica. A maioria dos produtores faz o remuage automatizado, mas ainda há pequenas maison tradicionais que preferem o manual.   

Dégorgement

Depois que o remuage termina, é feita a técnica do dégorgement, disgorging em inglês, a degola do gargalo. É feito o congelamento da tampa, que é cortada em seguida com as garrafas ainda inclinadas. Por causa da pressão, as borras acumuladas ali são eliminadas, resultando em um líquido límpido e livre de resíduos.

Claro que há perda de volume, que é reparada com licor de dosagem. Trata-se de uma mistura de vinho base, açúcar e gás carbônico que repõe o que foi perdido e ainda confere a dosagem de açúcar residual que vai determinar a classificação do espumante quanto à doçura. Por fim, as garrafas ganham as rolhas definitivas e ficam prontas para a comercialização.  

Vinhos da região Champagne – França:

vinho
Região:
un / TACA
Taças Champagne 2 Taças
R$ 103,53
MAIS DETALHES
vinho
França
Região: Champagne
750 ml / ESPUMANTE
Champagne Jm. Gobillard & Fils Rose Brut
R$ 704,71
MAIS DETALHES
vinho
França
Região: Champagne
750 ml / Espumante
Champagne Jm. Gobillard & Fils Brut Grande Reserve Premier Cru
R$ 704,71
MAIS DETALHES
vinho
França
Região: Champagne
750 ml / ESPUMANTE
Champagne Jm. Gobillard & Fils Brut Tradition
R$ 582,35
MAIS DETALHES